Objetivo: Alinhar a gestão financeira e a estruturação comercial no terceiro mês de assessoria, garantindo segurança de caixa, definição de políticas de RH, orçamento e preparação para expansão comercial e produtiva.
Principais tópicos discutidos:
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Análise do fluxo de caixa de agosto e setembro; práticas de recebimento e antecipações.
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Separação financeira entre pessoa jurídica e pessoa física (pró-labore, cartões, plano de saúde).
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Planejamento tributário: enquadramento fiscal (indústria vs. serviços) e alíquotas efetivas.
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Mapeamento completo do endividamento (Cresol, Sicredi, PRONAMPE, consórcios, placa solar).
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Simulação de cenários financeiros com receitas de R$ 130 mil, R$ 160 mil e R$ 170 mil.
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Estratégias de redução de CMV (de 45% para 42%) e de impostos (meta: ~6%).
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Estruturação comercial e liderança na produção (perfis de Rodrigo e Daniel).
Decisões estratégicas:
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Priorizar solidez financeira antes de expandir equipe comercial.
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Instituir política de entrada mínima em vendas para reduzir desencaixe.
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Provisionar R$ 5.000/mês para parcelas bancárias até confirmação documental.
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Conduzir experimento de coordenação na produção com Rodrigo como coordenador.
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Consolidar passivos de curto prazo por meio do PRONAMPE já executado.
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Construir orçamento, metas e ponto de equilíbrio com base nas médias dos últimos dois meses.
Tópicos Discutidos
1. Estruturação Comercial Condicionada à Solidez Financeira
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A expansão comercial (contratação de vendedor, política salarial, metas) foi condicionada à aprovação de orçamento e à estabilidade do caixa.
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Definida sequência de implementação: primeiro financeiro e RH, depois estrutura comercial.
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Decisão: Não definir política salarial sem orçamento e metas aprovados.
2. Fluxo de Caixa – Agosto e Setembro
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Entradas: agosto R$ 126.536; setembro R$ 136.917; predominância de boletos e PIX.
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Em setembro houve antecipação de recebíveis; em agosto não houve.
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Dados já revisados com Carlos; reunião focou na leitura estratégica das médias.
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Oscilações explicadas pelas características de produção e faturamento mensal.
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Decisão: Utilizar médias dos dois meses como base para orçamento, metas e ponto de equilíbrio.
3. Política de Recebimento e Antecipações
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Recebimentos majoritariamente parcelados (30/60/90; variações 30/90 e 30/60).
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Antecipações realizadas apenas quando necessário.
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Sugestão: Negociar entradas nos pedidos para reduzir desencaixe e dependência de antecipação; avaliar migração gradual para PIX quando viável.
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Decisão parcial: Adotar entrada mínima nos pedidos para reduzir o gap de caixa e minimizar juros por antecipação.
4. Prazos com Fornecedores vs. Clientes (Desencaixe de Caixa)
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Fornecedores: prazos usuais de 30 dias.
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Clientes: faturamento ocorre após produção, com média de 15–20 dias de defasagem.
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Sem entrada nos pedidos, o gap de recebimento pode chegar a 30–60 dias.
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Decisão: Instituir política de entrada mínima para pedidos.
5. CMV Médio e Oscilações
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CMV médio observado: 44,8%; pico de 61% em um dos meses devido ao timing de pagamentos de insumos.
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Variação explicada pela defasagem entre pagamento de insumos e faturamento ao cliente.
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Meta de trabalho: Reduzir CMV de 45% para 43% no curto prazo e avançar para 42%.
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Encaminhamento: Usar CMV médio como referência para ponto de equilíbrio e orçamento.
6. Separação Financeira: Pessoa Jurídica vs. Pessoa Física
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Identificada necessidade de separar categoricamente despesas dos sócios dos custos operacionais.
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Despesa com pessoal: R$ 49.198,00 (37,3%), incluindo salários (R$ 19.631 + R$ 2.500), encargos (INSS/FGTS), serviços de terceiros (~R$ 7.300) e pró-labore/cartões (~R$ 20.400).
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Plano de saúde contratado via associação comercial: necessidade de rateio entre PJ e PF.
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Encaminhamento: Concluir separação dos lançamentos no fechamento de outubro.
7. Planejamento Tributário e Estratégia Fiscal
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Alíquota efetiva atual: entre 5,6% e 7,5%.
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Discussão sobre enquadramento fiscal: indústria possui alíquota inferior à prestação de serviços.
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Avaliado modelo de segregação societária (Lucro Real para indústria + Simples Nacional para mão de obra/serviços).
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Decisão: Realizar consulta formal à contabilidade antes de qualquer alteração estrutural.
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Meta: Reduzir alíquota efetiva para ~6% dentro da conformidade.
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Toda receita projetada deve carregar a previsão tributária na precificação e no orçamento.
8. Tarifas Bancárias, Endividamento e Gestão de Passivos
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Juros de cheque especial/limite rotativo: 8% a 9% ao mês, além de IOF e TAC — impacto financeiro severo.
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Captação de R$ 230.000 via PRONAMPE para amortizar dívidas de curto prazo (liquidação de R$ 172.620 no Cresol e Sicredi), gerando folga momentânea de ~R$ 22.000.
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Identificada despesa de R$ 4.646/mês referente a consórcio imobiliário não contemplado.
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Resultado operacional: déficit de R$ 35.548 em agosto; superávit de R$ 17.000 em setembro; média negativa de ~R$ 8.000/mês.
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Decisão: Estancar uso do limite rotativo no fechamento de outubro.
9. Revisão do Endividamento Total e Projeção Financeira
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Parcelas identificadas: juros rotativo (~R$ 1.100/mês), encargos de terceiros (~R$ 296 + ~R$ 1.500/mês), Cresol (duas parcelas), ProMob/ProAbori (novo contrato: R$ 285 mil + R$ 152 mil), consórcios e placa solar.
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Pagamento elevado ao Sicredi (~R$ 30 mil em agosto) sem quitação total — verificar resíduos.
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Provisão: R$ 5.000/mês para parcelas até confirmação documental via "espelho" financeiro (AXE).
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Parâmetros da projeção padrão definidos:
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Receita média: R$ 130.000/mês
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CMV atual: 45%; meta: 42%
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Despesas fixas: R$ 10.000/mês
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Despesas variáveis: 1% da receita
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Impostos: 7,5% atual; meta: 5%–6%
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Folha: R$ 21.000/mês; INSS 11%; FGTS ~10% (a validar)
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Despesas bancárias residuais: ~R$ 300–R$ 400/mês
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10. Simulação de Cenários Financeiros
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Cenário R$ 130 mil (base atual): CMV 45%, despesas fixas R$ 10 mil; déficit após pessoal e parcelas bancárias (~R$ 3 mil sem juros de limite).
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Cenário R$ 160 mil: Sobra operacional ~R$ 8 mil; parcelas Cresol ~R$ 4.700 + Sicredi; resultado possivelmente insuficiente.
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Cenário R$ 170 mil: CMV 43%, imposto ~6%, pró-labore R$ 20 mil; sobra ~R$ 18 mil; parcelas totais ~R$ 17.800; ponto de equilíbrio aproximado.
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Encaminhamento: Validar dados com Carlos e contabilidade; ajustar CMV e impostos para viabilizar resultado positivo.
11. Política de Caixa e Investimentos
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Orientação para eliminar dependência de juros de limite/rotativo.
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Criar reserva de caixa própria e utilizar aplicações.
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Avaliar consórcios para maquinário/veículos como alternativa de investimento planejado.
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Decisão: Definir política formal de caixa e critérios de uso de crédito.
12. Estruturação Comercial
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Leandro deverá dedicar tempo à prospecção e visitas comerciais.
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Avaliar capacidade operacional da equipe ("braço") antes de ampliar faturamento.
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Suporte comercial a ser estruturado com Gabriel.
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Encaminhamento: Elaborar plano de prospecção com metas, cronograma de visitas e avaliação de necessidade de reforço de equipe.
13. Produção e Liderança — Perfis de Rodrigo e Daniel
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Rodrigo: Perfil influente, comunicativo e criativo; necessita elevar dominância (diretividade) e conformidade (detalhismo/processo) para assumir gestão; tende a ser aceito pela equipe.
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Daniel: Perfil dominante e conforme; detalhista e criterioso; baixa influência/colaboração; risco de atrito e baixa adesão da equipe.
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Alternativas avaliadas: Rodrigo como coordenador de produção (mantendo função de impressor); Daniel em papel técnico paralelo; treinamento e substituição gradual de funções.