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Objetivo: Diagnosticar e estruturar a gestão financeira da empresa com foco em CMV, sazonalidade, ciclo de caixa, orçamento operacional, carteira de recebíveis e reestruturação de passivos bancários e tributários.
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Principais tópicos: análise de faturamento e sazonalidade (“safra” de fim de ano), CMV médio de 65,5% com meta de convergência para 60%, descompasso de 60 dias entre PMP (90) e PMR (150), padronização de despesas e provisões trabalhistas, estimativa e inventário de estoque, mapeamento e consolidação de dívidas (~R$ 465.000,00 a R$ 500.000,00), estratégia de negociação com cooperativas (Cresol/Sicredi) com carência de 3 a 6 meses, e uso de recebíveis em custódia como garantia.
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Decisões estratégicas: priorizar a gestão de fluxo de caixa e orçamento de compras; estabelecer meta de CMV em direção a 60% e margem operacional mínima de 10%; alongar e consolidar passivos em prazo longo (60–72 meses) com carência; manter parcelamento vigente do Simples Nacional; ajustar pró-labore para R$ 10.000,00–R$ 12.000,00 temporariamente; interromper gradualmente antecipações onerosas de recebíveis, migrando para custódia.
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Tópicos Discutidos
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Sazonalidade e Período de Safra:
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Safra inicia no Dia das Crianças, passa pelo Natal e se estende até março/abril; a análise na entressafra foi estratégica para preparar a operação.
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Projeções de faturamento: média histórica R$ 120.000,00/mês; baixa temporada R$ 60.000,00–R$ 70.000,00; picos >R$ 200.000,00; outubro atingiu R$ 100.000,00 na metade do mês com projeção de R$ 180.000,00–R$ 200.000,00.
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Métricas Financeiras e CMV:
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Média de recebimentos recente: R$ 86.500,00 nos primeiros meses da assessoria.
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CMV médio de 65,5%, faixa média-alta do setor (55%–68%); meta operacional de convergência para ~60%–62%.
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Estratégias para reduzir CMV: orçamento formal de compras, negociação de prazos estendidos, giro de estoque antes do desembolso.
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Ciclo Financeiro, PMP vs. PMR e Capital de Giro:
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PMP: fornecedores em 4–5 parcelas (30/60/90/120/150), prazo médio ponderado ~90 dias.
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PMR: 20%–30% à vista; restante em 8–10 parcelas; prazo médio ponderado ~150 dias.
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Descompasso estrutural de 60 dias demanda capital de giro contínuo e mitigação via ajuste de prazos/comercial.
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Despesas Operacionais, Folha e Pró-labore:
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Despesas fixas médias: R$ 8.350,00–R$ 8.500,00; variáveis operacionais em 0,1%.
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Padronização dos lançamentos de despesas de pessoa física no caixa para evitar distorções (ajustes observados em julho, agosto e setembro).
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Estrutura de pessoal: mecânico/oficina formalizado em setembro; remuneração com salário fixo de R$ 2.000,00 + comissão média de R$ 1.500,00 (15% sobre serviços com faturamento médio de R$ 10.000,00).
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Provisões trabalhistas: 13º (1/12), férias + 1/3, INSS (11%), FGTS (10%).
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Despesas adicionais: uniformes R$ 100,00–R$ 150,00/mês (R$ 1.500,00/ano), plano de saúde R$ 1.600,00/mês, tarifas bancárias R$ 500,00/mês.
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Pró-labore ajustado temporariamente de R$ 15.000,00 para R$ 10.000,00–R$ 12.000,00.
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Encargos Financeiros e Limites Bancários:
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Tarifas/encargos de cartões/boletos ~R$ 2.400,00/mês.
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Juros de cheque especial/limite rotativo ~R$ 1.300,00–R$ 2.000,00/mês; limite de conta consumindo ~R$ 2.000,00/mês.
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Aportes anteriores para cobrir déficits: empréstimos bancários e R$ 48.000,00 de recursos pessoais em agosto.
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Estoque e Política de Compras:
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Gestão atual de compras baseada em histórico empírico; antecipação de estoque infantil para Dia das Crianças/Natal.
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Estimativa de estoque: ~R$ 300.000,00 em bicicletas (R$ 230.000,00 novas, R$ 70.000,00 usadas) + ~R$ 70.000,00 em peças/acessórios/vestuário (total ~R$ 370.000,00).
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Necessidade de inventário físico completo de peças, vestuário e acessórios para apuração patrimonial exata.
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Estratégia de compras com parcelamentos em até 10 vezes para girar antes do pagamento.
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Mapeamento de Passivos e Reestruturação:
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Passivo bancário ~R$ 443.000,00; passivo tributário ~R$ 69.000,00 (R$ 11.033,00 em atraso; restante parcelado no Simples Nacional com taxa vantajosa — manter).
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Parcelas correntes pesadas: ICMS 11x de R$ 5.478,00 (~R$ 60.000,00), parcelamento de R$ 2.650,00, operações bancárias ~R$ 14.000,00–R$ 14.500,00; parcelas de empréstimos de curto prazo somando R$ 30.000,00–R$ 31.000,00/mês.
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Débitos com fornecedores liquidados em setembro.
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Operações e garantias: financiamento Unicred ~R$ 160.000,00 (parcela ~R$ 7.300,00; taxa 2,13%) com caminhonete em garantia; garantias totais ~R$ 300.000,00; alienação de caminhonete na Unicred.
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Carteira de recebíveis: ~R$ 85.000,00 em cheques (até 10 meses), ~R$ 40.000,00–R$ 50.000,00 em boletos (até 6 meses), ~R$ 40.000,00 em promissórias/carteira direta.
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Descontos de cheques PJ são antecipações lastreadas em recebíveis com liquidação na compensação.
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Estratégia de Consolidação e Negociação Bancária:
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Propostas: consolidar passivos bancários e tributos vencidos (~R$ 465.000,00) em 60 meses com carência de 3–6 meses (parcela estimada ~R$ 14.000,00); alternativa de ~R$ 500.000,00 em até 72 meses com 6 meses de carência (linha Pronampe ou cooperativa).
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Bancos/cooperativas alvo: Cresol (gerente Rogério) prioritariamente; Sicredi como alternativa; reciprocidade oferecendo centralização das maquininhas e boletos para reduzir parcelas em ~R$ 15.000,00–R$ 20.000,00.
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Governança e confidencialidade: apresentação conjunta da empresa e executivo sob termo de confidencialidade.
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Estratégia de carência cobrindo novembro a março para acumular capital antes do primeiro pagamento (abril).
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Governança Financeira e Fluxo de Caixa:
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Finalizar relatórios de estoque, carteira de recebíveis e fechamento do caixa (setembro/outubro) como pré-requisitos para modelagem financeira e negociação.
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Modelagem de cenários conservadores de recebimento (base ~R$ 100.000,00/mês), com margem de expansão conforme evolução sazonal.
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