A reunião consolidou a leitura financeira de setembro e dos cinco meses de assessoria, validou os controles de fluxo de caixa e precificação e tratou de remuneração dos sócios, movimentações entre pessoa física e jurídica, sobrecarga operacional e política de crédito. A empresa apresenta boa saúde financeira, sem endividamento bancário, mas os sócios relatam restrição de tempo por administrarem três negócios.
Em setembro, as entradas foram de aproximadamente R$ 260.436 e a sobra operacional, de R$ 160 mil a R$ 164 mil. O saldo final informado foi de cerca de R$ 235 mil, incluindo aproximadamente R$ 70 mil em contas correntes e o restante registrado como caixa físico. Recebimentos de R$ 115 mil por obra sob medida e R$ 48 mil de “móvel em geral” foram lançados como caixa, reforçando a necessidade de rastrear a origem e os abatimentos dos recursos.
Nos cinco meses analisados, a receita média foi de R$ 209 mil mensais, abaixo dos R$ 228 mil orçados; o CMV ficou em 62%, ante 65% previstos, e a sobra média foi de R$ 49 mil mensais, com margem operacional informada de 20%. A baixa retirada de pró-labore contribuiu para o resultado. Foi recomendada a formalização dos fluxos PF/PJ, inclusive da aplicação de R$ 164 mil em nome da pessoa física e de eventual aluguel do imóvel próprio, sem decisão de alterar a estratégia de pagamentos a fornecedores.
Ficou acordado manter controles financeiros simplificados, formalizar uma política interna de crédito a partir dos critérios atuais de crediário e avaliar apoio operacional. Marina compartilhará esses critérios e aplicará teste DISC ao candidato a montador; Edson estruturará a política e concluirá o fechamento de outubro. O ciclo de assessoria segue para a entrega do consolidado do sexto mês.
Tópicos discutidos e decisões
Fluxo de caixa de setembro e caixa físico
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Entradas aproximadas de R$ 260.436; sobra operacional estimada entre R$ 160 mil e R$ 164 mil, cerca de 62% das entradas.
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Saídas informadas: fornecedores, aproximadamente R$ 70.828; despesas fixas, R$ 4.000; impostos, R$ 8.000; terceirização, R$ 1.280; folha, R$ 12.629.
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Recebimentos de R$ 115 mil por obra sob medida e R$ 48 mil de “móvel em geral” foram lançados como caixa físico. O saldo final foi estimado em R$ 235 mil, dos quais cerca de R$ 70 mil em contas correntes.
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Não houve retirada de pró-labore em setembro; em meses anteriores, houve retiradas relacionadas a obras.
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Decisão: padronizar entradas recebidas na pessoa física como caixa, documentar sua origem e registrar abatimentos quando os recursos forem usados em pagamentos.
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A estratégia de pagar fornecedores quase à vista foi mantida, sem mudança operacional definida; ela gera variação entre meses de sobra elevada e reduzida. Não há endividamento ativo.
Resultados dos cinco meses e estrutura financeira
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Receita média de R$ 209 mil mensais, ante orçamento de R$ 228 mil; CMV de 62%, ante 65% previstos.
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Sobra operacional média de R$ 49 mil por mês, total de R$ 250 mil no período, e lucratividade real informada de 20%, ante 16% orçados.
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Despesas operacionais de aproximadamente R$ 30 mil mensais, ante R$ 42 mil estimados. O pró-labore médio foi de R$ 2.800, ante R$ 10 mil orçados.
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A saúde financeira foi favorecida pela ausência de dívida bancária, frota própria e imóvel próprio sem custo de aluguel registrado.
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Foi identificada aplicação de R$ 164 mil em nome da pessoa física, em cooperativa de crédito, para obter remuneração superior. O valor funciona como reserva para emergências, capital de giro e compras ou obras de maior porte.
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Recomendação, sem decisão registrada: formalizar a remuneração do imóvel da empresa à pessoa física, em valor sugerido entre R$ 7 mil e R$ 11 mil. Em simulação com pró-labore de R$ 10 mil e aluguel de R$ 11 mil, a margem operacional se manteria em 15%. Não foi definida política de pró-labore.
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Direcionamento: manter mapeamento contábil rigoroso das movimentações PF/PJ, inclusive para não distorcer o fluxo de outubro.
Rotinas financeiras, equipe e operação
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As planilhas de fluxo de caixa e precificação foram validadas, mas os sócios relataram dificuldade para alimentar dados manualmente por administrarem três empresas.
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Há dificuldade de recrutamento local para funções operacionais e de marketing. Existe candidato pré-selecionado para montagem de móveis, com previsão de ingresso em novembro de 2026; Marina aplicará teste DISC antes de avaliar a contratação.
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A agência de marketing externa custa R$ 800 mensais e apresentou baixo retorno perceptível; foi sugerida análise do CAC.
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Decisão: manter a estrutura simplificada de controles e priorizar a disciplina de uso após a assessoria. Foi apontada a necessidade de delegar rotinas de alimentação de dados e montagem de móveis para preservar o foco estratégico dos gestores.
Política de crédito e crediário
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Foram avaliadas a terceirização do risco de crediário e a formalização de uma política interna. A François apresenta baixa inadimplência em uma praça restrita, com clientes conhecidos; houve perdas na filial de Santa Terezinha.
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Decisão: não terceirizar o crédito neste momento. Marina enviará os critérios atuais de crediário e cobrança para revisão, e Edson estruturará uma minuta de política interna.
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Foram discutidas, sem decisão de adoção, alternativas como antecipação de títulos, cobrança automatizada e direcionamento de operações para cartão, com possível transferência do risco de inadimplência.