Alinhamento Estratégico sobre Orçamento e Valor das Salas

  • Objetivo: Mapear a estrutura de custos fixos, passivos financeiros e quadro de pessoal da clínica; definir a metodologia de rateio por metro quadrado útil (103 m² produtivos); comparar a viabilidade entre modelos de comissão e locação de consultórios; estabelecer pontos de equilíbrio (break-even); e estruturar a precificação da taxa de sala do centro cirúrgico.

  • Principais Tópicos: Mapeamento de despesas fixas, salários e contratos bancários; isolamento de distorções contábeis de setembro/2026; critérios de rateio físico; comparativo financeiro entre regimes de comissão vs. locação; modelagem do centro cirúrgico; e continuidade contratual da assessoria executiva.

  • Decisões Estratégicas:

    • Adoção preferencial e padronizada do regime de comissão (70% do valor líquido após 8% de imposto) para consultórios, evitando a mescla com locação para mitigar ruídos operacionais.

    • Definição dos marcos operacionais: 70 consultas/sala + 14 cirurgias + 20 ultrassons como ponto de equilíbrio; 110 consultas/mês por sala como limiar de atratividade da comissão sobre o aluguel fixo; e 400 consultas/mês como teto modelado.

    • Estruturação do centro cirúrgico por taxa de sala por procedimento, parametrizada por tempo de ocupação (referência de 40 minutos), metro quadrado e ociosidade.

    • Contratação mista para enfermagem (1 efetivo e 1 freelancer por diária cirúrgica) e envio da proposta para a área de relacionamento.

  1. Tópicos Discutidos

  • Quadro de Pessoal e Despesas Operacionais:

    • Planejada a contratação de 1 técnico de enfermagem efetivo (média salarial regional de R$ 1.900,00) complementado por 1 freelancer remunerado por diária cirúrgica para otimização de custos.

    • Proposta para o profissional de relacionamento fixada em 2 salários mínimos mais vale-alimentação ajustado para R$ 800,00 (anteriormente R$ 450,00).

    • Estrutura total de despesas mensais situada entre R$ 122.000,00 e R$ 125.000,00 (desconsiderando transporte), englobando custos fixos operacionais de ~R$ 33.000,00 (energia, sistemas, propaganda), folha de pagamento de ~R$ 50.000,00, pró-labore da direção de R$ 10.000,00 e tarifas bancárias de ~R$ 120,00.

  • Passivos Bancários e Financiamentos:

    • Sicredi: parcela mensal de R$ 9.000,00.

    • Cresol: 1 parcela de R$ 17.000,00 (em carência até setembro de 2027) e contrato residual com 3 parcelas de R$ 7.000,00 (saldo devedor de ~R$ 20.000,00 decorrente de renegociação).

    • Bandes: parcela mensal de R$ 3.500,00.

    • Banco do Nordeste: financiamento de capital de giro de R$ 80.000,00 com parcela estimada em ~R$ 3.000,00/mês, com confirmação presencial pendente por perda de acesso ao aplicativo após troca de aparelho celular.

  • Metodologia de Rateio e Custos por Metro Quadrado Produtivo:

    • Total de despesas projetadas em base ampliada de R$ 142.000,00 a R$ 150.000,00/mês (a depender da consolidação do Banco do Nordeste).

    • Áreas não monetizáveis diretamente (hall social de 11 m², sanitários, circulações) rateadas sobre as áreas úteis.

    • Mapeamento de 103 m² úteis produtivos: 2 consultórios no 2º pavimento, 1 consultório no 3º pavimento, 2 salas cirúrgicas e inclusão da sala de exames/ultrassom (7,85 m² no 4º pavimento).

    • Custo apurado por metro quadrado útil: R$ 1.970,00/mês, considerando margem de ociosidade projetada de 30%.

  • Resultado Operacional de Setembro/2026 e Capacidade:

    • Esclarecida a distorção contábil do mês: expressivo saldo positivo resultante da soma de volume cirúrgico recorde (dobro do habitual) com entrada de capital de empréstimo.

    • Capacidade dos consultórios calibrada em 20 atendimentos/dia (intervalos de 20 a 30 minutos em regime de 8 horas), com meta inicial de 800 consultas/mês para o corpo clínico.

    • Modelo de repasse médico padrão para convênio (ex.: São Bernardo / Glaucoma a R$ 172,00 brutos): 70% sobre o valor líquido após dedução de 8% de imposto.

    • Sala de Ultrassom / Apoio: voltada para pré-operatório com cardiologista/anestesista; estimativa de 20 atendimentos/mês a R$ 110,00 (R$ 2.200,00 brutos).

    • Produção cirúrgica própria: projeção de 10 cirurgias de catarata na Sala 1 (ticket de R$ 10.500,00, sendo R$ 500,00 de procedimento e R$ 10.000,00 de lente intraocular) e 4 cirurgias na Sala 2 (ticket de R$ 10.000,00), totalizando 14 procedimentos mensais base.

  • Regime de Comissão vs. Locação Fixa e Pontos de Equilíbrio:

    • Análise comparativa entre modelo de comissão e locação fixa de referência (R$ 5.000,00/mês).

    • Conclusão: comissão é mais vantajosa para a clínica acima de 110 consultas/mês por sala; abaixo desse volume, a locação traz maior previsibilidade.

    • Recomendação estratégica: evitar modelo híbrido para impedir ruídos operacionais e percepção de disparidade de tratamento entre médicos, adotando a comissão como padrão.

    • Três marcos operacionais definidos:

      • Break-even (empate): 70 consultas/mês por sala + 20 ultrassons/mês + 14 cirurgias/mês.

      • Limiar comercial: 110 consultas/mês por sala para superar a locação.

      • Teto de capacidade: 400 consultas/mês por sala, gerando sobra clínica estimada entre R$ 26.000,00 e R$ 50.000,00.

  • Precificação do Centro Cirúrgico (Taxa de Sala):

    • Prática de mercado: cobrança de taxa de sala por cirurgia (referência de R$ 2.400,00 da Unimed), e não por hora.

    • Modelagem do custo: taxa calculada a partir do custo por m², ociosidade e tempo de sala de 40 minutos por cirurgia (incluindo preparação e higienização).

    • Estratégia no Hospital Novo: atuar sem credenciamento de planos, ajustando a cobrança na LIO para absorver custos e ocupando horários ociosos com consultas.

  • Continuidade da Assessoria Executiva:

    • Contrato inicial encerrado em setembro/2026; atividades em andamento em outubro/2026.

    • Proposta apresentada para extensão trimestral cobrindo outubro, novembro e dezembro de 2026.