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Resumo Executivo

A reunião consolidou o diagnóstico financeiro e operacional das empresas PATÔ e GORDÃO, abrangendo: estrutura societária, faturamento, custos (CMV), despesas fixas e variáveis, endividamento, fluxo de caixa, processos de conciliação, DRE/Plano de Contas, políticas de retiradas dos sócios e planejamento de novas operações (dark kitchens). Foi confirmada a separação financeira entre as empresas, o uso da Stone como adquirente, a inexistência de conciliação bancária detalhada e a necessidade de auditoria linha a linha dos extratos. Houve levantamento granular de despesas do PATÔ (incluindo marketing, assessorias, pessoal, tributos, manutenção, delivery) e mapeamento de despesas específicas no GORDÃO (limpeza, utensílios, assessorias). Avaliou-se performance consolidada com margem operacional de 7,2% (R$ 88 mil sobre receita de R$ 1,23 mi), destacando o impacto das retiradas de sócios. Definiram-se próximos passos para conciliação, revisão de plano de contas, formalização de rateios e política de pró-labore, além de avaliação de viabilidade de duas dark kitchens com potencial de R$ 40–50 mil/mês de incremento de faturamento.

Tópicos Discutidos

  1. Estrutura Financeira e Operacional
  2. Finanças de PATÔ e GORDÃO geridas separadamente; Stone como adquirente central.
  3. Transferências de insumos entre casas (“empréstimos”) para otimizar CMV e pedidos mínimos, registradas em planilha como “compra” entre empresas.
  4. Contas a pagar segregadas por empresa; escritório central sem CNPJ
  5. Não utilização de cheque especial e não antecipação de recebíveis; crédito com recebimento em 31 dias.
  6. Endividamento e Investimentos
  7. Dois PRONAMPE (um por empresa), cerca de R$ 6.500–6.700/mês cada, com término previsto para março/2027.
  8. Financiamento via Fomento Paraná (Fungitur/Cresol) no CNPJ do PATÔ para obra de investimento (agência bancária), prazo remanescente ~4 anos; parcela citada em R$ 11.500,00.
  9. Consórcio no Bradesco (R$ 950,00/mês) mencionado no bloco de despesas.
  10. Gestão de Caixa e Conciliação (F360)
  11. Abertura de caixas com fundo de troco (R$ 1.000,00); sangria diária do excedente; no PATÔ, depósito posterior via cofre.
  12. Pequenos pagamentos (freelancers, mercado) saem do caixa com registro.
  13. Fechamentos diários enviados ao escritório e lançados no F360 (vendas, apps de delivery, pagamentos).
  14. Ponto crítico: não há conciliação bancária detalhada contra extratos; F360 não reflete saldos bancários reais.
  15. Ausência de TEF por lentidão e incompatibilidade com delivery; reavaliação sugerida.
  16. DRE, Plano de Contas e Rateios
  17. DRE gerencial utilizado; CMV por categoria; despesas fixas e variáveis segregadas.
  18. Despesas pessoais separadas rigorosamente das empresariais.
  19. Salários do escritório rateados de forma igualitária entre empresas.
  20. Dúvida sobre classificação/rateio de “gastos de escritório”; conta “Outros Encargos” usada para esses itens.
  21. Estrutura Societária e Retiradas
  22. Estrutura societária: 65% (Kaue) e 35% (Cauane) na empresa principal.
  23. PATÔ: por ser empresa da família dos pais do Kaue, retiradas ainda sem estrutura formal por conta da obra.
  24. Prática atual: retiradas variáveis conforme análise de caixa e cobertura de contas a pagar; não há valor fixo de pró-labore.
  25. Em um bloco, retiradas foram estimadas em R$ 80.000,00/mês (PATÔ), e em visão consolidada discutiu-se R$ 150.000,00/mês (R$ 70.000 + R$ 80.000
  26. Necessidade de concluir levantamento da média anualizada de retiradas.
  27. Faturamento, CMV e Desempenho Operacional
  28. PATÔ: faturamento anual de referência R$ 8.500.000,00 (média R$ 700.000/mês), sazonalidade “brusca”.
  29. Meta de CMV: 40%. Resultados: GORDÃO entre 36%–38% (melhor que meta); PATÔ entre 40%–41% (no limite/acima da meta).
  30. Análise consolidada citada: receita de R$ 1,23 mi; custo direto R$ 477 mil; margem operacional 7,2% (R$ 88 mil), próxima à média do setor (8%–12%).
  31. Imóvel próprio do PATÔ: custo de oportunidade/valor de referência de aluguel R$ 20.000/mês (sem cobrança imediata; registro para análise).
  32. Planejamento Operacional e Novas Operações (Dark Kitchens)
  33. Planejamento de duas dark kitchens focadas em delivery, aproveitando a estrutura atual.
  34. Incremento esperado no faturamento: R$ 40–50 mil/mês.
  35. Necessidade de visão paralela para validar rentabilidade (margens, BEP, CAPEX/OPEX).
  36. Governança de Processos, Conciliação e Acessos
  37. Implantação de conciliação bancária detalhada (“prova dos nove”): extratos completos, validação saldo inicial > movimentações > saldo final, item a item.
  38. Definição de ponto focal interno (responsável) com acesso de emissão de extratos (sem permissão de transação).
  39. Inclusão de analistas de contas a pagar/receber no fluxo sob supervisão do responsável; primeiro mês com acompanhamento direto da assessoria, depois operacionalização interna.
  40. Reuniões estratégicas presenciais na BG; canal com assessoria (ponto focal financeiro Erick) com SLA de retorno até o fim do dia.

Próximos Passos

  1. Iniciar conciliação bancária manual e detalhada confrontando extratos de todas as contas com o F360 – Equipe Financeira + Assessoria (Erick) – Início imediato após recebimento dos extratos; concluir primeiro ciclo até 15/07/2026.
  2. Nomear ponto focal interno para o processo financeiro e habilitar acesso de emissão de extratos (sem transação) – Cauê + TI/Administrativo Interno – Nomeação até 26/06/2026; acesso imediato após nomeação.