Encontro técnico para diagnóstico consolidado de DRE, fluxo de caixa e estrutura de custos do grupo (Impacto, PHL e Sabef), com foco em conciliação de dívidas, reclassificação contábil, disciplina orçamentária e redefinição de processos. A operação mostrou-se saudável, com margem operacional de 23% a 26% sobre faturamento bruto (~R$ 718 mil), porém com estrangulamento de caixa pós-operação devido a serviço da dívida (R$ 163 mil/mês), consórcios/investimentos (R$ 39–41 mil/mês) e juros de limite (R$ 17 mil), gerando dependência de cheque especial e antecipações (~R$ 63 mil/mês).
Decisões-chave: implantação de teto rígido de despesas e pró-labore (R$ 30–35 mil), governança orçamentária por Juliana, conciliação formal de FGTS por CNPJ e correção de rateios (combustível x taxas). Definiu-se auditoria de contratos bancários (BB/Sicredi), validação de custos fixos e ponto de equilíbrio, reestruturação de passivos caros, quitação/substituição de ~R$ 90 mil de capital de giro e segregação de provisões trabalhistas (R$ 14.944/mês) em aplicações com liquidez.
No âmbito operacional, serão extraídos 12 meses do ERP para consolidar centros de custo, ticket médio por modalidade (Munck/Guindaste/Guincho/Transporte) e revisão de despesas variáveis (diesel ~R$ 90 mil/mês, pedágio ~R$ 4 mil). Na gestão de pessoas, ajustou-se o descritivo comercial, remanejando lideranças para o escritório e avaliando contratação operacional. Estratégia final: centralizar caixa, alongar dívidas, reduzir juros/tarifas, consolidar contabilidade e formalizar políticas de retirada e provisões, preservando a liquidez e a capacidade creditícia do grupo.
TÓPICOS DISCUTIDOS E DECISÕES
[Desempenho operacional vs. caixa pós-operação]
-
Margem operacional média de 23%–26% com sobra de ~R$ 188 mil; fluxo negativo (-R$ 16 mil) por serviço da dívida (R$ 163 mil) e consórcios (R$ 39–41 mil).
-
Antecipações de recebíveis de ~R$ 63 mil/mês (~8% do faturamento).
-
Decisão: alongar passivos de curto prazo e recompor capital de giro; classificar corretamente antecipações na receita de serviços.
[Endividamento bancário e consórcios]
-
Divergência: previsão teórica de R$ 101–105 mil vs. débito real de R$ 163 mil em bancos; consórcios previstos R$ 14,9 mil vs. pagos ~R$ 39–41 mil.
-
Necessidade de individualizar contratos BB/Sicredi entre Impacto/PHL/Sabef.
-
Decisão: auditoria e conciliação de contratos; plano de substituição/quitação de R$ 90 mil de giro caro.
[Governança orçamentária e fornecedores]
-
Acúmulo de medições de terceiros sem fechamento mensal, gerando picos de desembolso; gasto pontual de R$ 3 mil (planos de risco).
-
Decisão: fechamento mensal obrigatório; teto de despesas operacionais (ex.: R$ 50 mil) com travas por Juliana.
[Folha, encargos e pró-labore]
-
Folha em R$ 130–185 mil/mês; salto de FGTS (~R$ 15 mil) por quitação acumulada; pró-labore variou para R$ 35 mil.
-
Decisão: segregar FGTS por CNPJ; fixar teto de pró-labore (R$ 30–35 mil) e disciplina PF/PJ.
[Classificação contábil e custos operacionais]
-
Correção de lançamentos: combustível pago via cartório alocado como taxas; separar principal de emolumentos/juros.
-
Provisionar anuidades/ taxas: CREA, certificados, alvará, bombeiros; seguros de frota (~R$ 30 mil em renovações).
-
Decisão: tratar combustível e manutenção como variáveis; consolidar planilha orçamentária anual.
[ERP, ticket médio e comercial]
-
Extrair 12 meses do ERP; consolidar atendimentos e ticket médio por modalidade para ponto de equilíbrio.
-
Remanejo de lideranças para área comercial; foco em clientes corporativos (pré-moldados/cerealistas).
-
Decisão: validar organograma e descritivos de função na próxima sessão.
[Remuneração variável e provisões trabalhistas]
-
Comissões 3%–5% por caminhão/munck; INSS 12%; EPIs R$ 12 mil/ano; seguro de vida R$ 1.980/mês.
-
Provisionamento mensal de R$ 14.944 para 13º, férias e rescisões com aplicação financeira segregada.
-
Decisão: implantar cartões de benefícios (alimentação/premiação) conforme CCT para mitigar encargos.
[Método de retirada de sócios e contratação PJ]
-
Retirada semestral baseada em sobras (ex.: R$ 300 mil → 50% retenção/50% distribuição).
-
Contratação PJ (cobrança) em tempo integral (R$ 4 mil/mês), meta mínima ≥ R$ 6 mil/mês com margem ≥ 20%.
-
Decisão: formalizar contrato PJ com cláusulas anti-vínculo e metas; avaliar sublocação de espaço.