Fluxo de Caixa, Orçamento Operacional e Metas Comerciais

A pauta integrou três frentes: leitura do desempenho financeiro de junho, consolidação do orçamento operacional e definição de metas comerciais e de fidelização. O contexto mostra pressão de caixa pós-sazonalidade, descasamento entre compras e pagamentos, CMV acima do desejado e início de novo financiamento com impacto direto no ponto de equilíbrio.

Decisões confirmadas: manter rotina diária de leitura do fluxo e alinhar compras ao financeiro; registrar carências e datas de início dos financiamentos; consolidar parâmetros de despesas para calcular o ponto de equilíbrio; validar ticket médio e atendimentos; manter marketing em rádio em R$ 190 com coleta de origem de clientes; estruturar campanha de fidelização; e planejar o fluxo para a primeira parcela elevada do novo empréstimo.

Encaminhamentos principais: mapear sazonalidade anual e orçamento mensal, revisar política de compras para reduzir CMV relativo, medir conversões por canal, simular fluxo com nova parcela, e organizar provisões de tributos anuais. Direcionamento estratégico final: priorizar aumento de vendas com foco em recorrência e eficiência de marketing, otimizar CMV/estoque, e usar a média de parcela do financiamento para planejamento, garantindo cobertura do pro labore e do endividamento.

Tópicos discutidos e decisões

[Desempenho financeiro de junho]

  1. Receita R$ 22.000; custos R$ 24.000; despesas fixas R$ 518; imposto R$ 1.300; pró-labore R$ 1.900/cada; bancárias R$ 109; déficit total R$ 10.455.
  2. Reserva consumida: saldo inicial R$ 37.000 → final R$ 27.408 (R$ 8.104 CC; R$ 19.000 aplicação; R$ 304 caixa).
  3. Decisão: leitura diária de fluxo e casamento compras x financeiro.

[Endividamento e financiamentos]

  1. Contrato Cresol ativo: parcela R$ 1.045; outro de R$ 3.800 em carência iniciando mês 7.
  2. Novo empréstimo com parcelas decrescentes: 1ª em 15/08 R$ 3.875; média projetada ~R$ 2.055/mês; juros 0,51% a.m. indexado à Selic.
  3. Risco: primeira parcela pressiona caixa; necessidade de cronograma e previsibilidade.
  4. Decisão: registrar carências e datas, usar média de parcela no planejamento e simular fluxo.

[Ponto de equilíbrio, receita e CMV]

  1. Referência: 440 vendas x R$ 60 = R$ 26 mil/mês (cobre pró-labore R$ 2.500/cada e dívida).
  2. Receita média estimada: R$ 30 mil/mês (revenda ~R$ 24 mil; manufatura ~R$ 6 mil; ~500 atendimentos).
  3. CMV fora de sazonalidade ~R$ 15 mil (50% da receita), acima do alvo (~35%).
  4. Decisão: consolidar despesas e reduzir CMV relativo via revisão de compras e giro.

[Orçamento operacional]

  1. Despesas validadas: marketing R$ 190; materiais R$ 50; energia R$ 200; internet R$ 80; contabilidade R$ 750; aluguel R$ 1.800; vigilância R$ 120; pacote bancário ~R$ 50; seguro prestamista R$ 28; IPTU ~R$ 400/ano; alvará R$ 400/ano; certificado digital R$ 250/ano; DAS ~R$ 920/mês + ~R$ 365 sobre pró-labore; água média R$ 70; combustível rateado R$ 270.
  2. Decisão: usar como base, registrar provisões mensais e ajustar conforme comprovantes.

[Marketing, origem de clientes e fidelização]

  1. Venda atual reativa; necessidade de medir visualizações→visitas→compras; testar rádio e impulsionamento digital.
  2. Falha: coleta de origem de clientes não executada; risco de investimento sem validação.
  3. Prática atual: cartão fidelidade (10 compras = 30% desconto) em artesanato; proposta de cashback para baixa rotatividade.
  4. Decisão: executar coleta, registrar conversões por canal e estruturar campanha de fidelização.

[Sazonalidade e metas comerciais]

  1. Meta base do mês: R$ 23 mil; “super meta” ~R$ 30 mil (pró-labore R$ 3.000/cada; sobra ~13%).
  2. Forte sazonalidade; necessidade de mapeamento anual e revisão quinzenal.
  3. Decisão: metas realistas (crescimento 5–10%), foco em recorrência e consolidação de registros na ferramenta financeira.