Reunião Estratégica

Objetivo:

Realizar um diagnóstico completo da situação financeira e operacional da empresa, alinhando visão entre a equipe interna e os executivos da BG, identificando gargalos e definindo plano de ação integrado para Finanças, Produção e Recursos Humanos.

Principais tópicos discutidos:

  1. Revisão do fluxo de caixa de maio, identificando déficit operacional, endividamento com terceiros e pró-labore em patamar insustentável.
  2. Diagnóstico da capacidade produtiva, considerada o principal gargalo, impossibilitando atender a demanda atual.
  3. Estruturação de controles financeiros detalhados, reclassificação de investimentos, mapeamento de processos produtivos e coleta de dados.
  4. Ajustes na gestão de pessoal para aumentar eficiência operacional, como pré-requisito para crescimento.

Decisões estratégicas:

  1. Reestruturar controle financeiro detalhado “conta por conta” com acompanhamento diário e consolidação mensal.
  2. Reclassificar investimentos em construção de fornos como imobilizado.
  3. Mapear fluxograma detalhado da produção e coletar dados sobre enchimento, queima e perdas.
  4. Elaborar plano de manutenção preventiva e análise técnico-financeira para energia solar.
  5. Revisar política de pró-labore e propor novo patamar compatível com faturamento e fluxo.
  6. Focar os pilares de julho em Produção, Recursos Humanos e Financeiro.

2. Tópicos Discutidos

Diagnóstico e Controle Financeiro (Maio)

  1. Déficit operacional de R$ 169 mil.
  2. Empréstimos necessários: Cresol e terceiros, totalizando R$ 594 mil; saldo final de R$ 49 mil.
  3. Pró-labore atual (~R$ 135 mil) incompatível com faturamento.
  4. Transações PF/PJ identificadas; necessidade de registro e controle adequados.
  5. Decisão: manutenção de painel de endividamento e contas não pagas.

Classificação de Despesas e Investimentos

  1. Gastos com pedreiro e materiais para construção de fornos classificados como investimento (imobilizado).
  2. Frete, hora-máquina e empilhadeira mantidos como despesas operacionais, salvo vinculados diretamente à obra.
  3. Ajustes contábeis solicitados para refletir corretamente os investimentos e depurar o resultado operacional.

Capacidade Produtiva e Gargalos

  1. Produção atende menos de 5% da demanda atual.
  2. Máquina extrusora: capacidade teórica 30.000 tijolos/dia; meta histórica 535.000/mês; produção real em maio: 213.330 tijolos.
  3. Fatores limitantes: paradas de maquinário, absenteísmo, falta de matéria-prima, mão de obra insuficiente, ciclos de queima ineficientes.
  4. Estrutura: 4 fornos operacionais e 2 em construção; cada forno suporta 20.000 tijolos por ciclo de 5–7 dias; equipe de 4 pessoas leva 8 horas para carregamento.

Custos Operacionais e Investimentos Estratégicos

  1. Energia elétrica R$ 18.000/mês (redução de pico anterior ~R$ 30.000).
  2. Principais consumidores: motores, esteiras e controles de temperatura dos fornos.
  3. Ausência de plano de manutenção preventiva leva a picos de manutenção corretiva (ex: R$ 13.500 em peça).
  4. Planejamento para contratação de energia solar visando redução de custos médio/longo prazo.

Gestão de Pessoal e Governança

  1. Demissão recente de gerente de perfil negativo melhorou o ambiente operacional.
  2. Irregularidades contratuais anteriores dificultam disciplina e produtividade.
  3. Pilar de foco para julho: Produção, Recursos Humanos e Financeiro