Reestruturação Societária, Remuneração por Performance e Gestão Financeira – CRESOL

A reunião teve como objetivo central redefinir a estrutura de remuneração da operação, focando em um novo modelo para a gestão consolidada e decidindo o futuro do sócio Arthur. O contexto é de baixo desempenho e desalinhamento de Arthur, que demonstra mentalidade de funcionário em vez de proprietário, realizando retiradas indevidas e mostrando resistência a ações comerciais proativas, o que compromete a saúde financeira do negócio.

A principal decisão foi remover Arthur do quadro de remuneração fixa, passando-o para um modelo 100% variável, comissionado por resultados concretos (ex: novos alunos). Uma nova gestora ("Arena") será contratada para a gestão consolidada das duas unidades de negócio, com um salário fixo de R$ 3.000,00 mais um percentual de 7% sobre o lucro líquido, além de um sistema de bônus progressivo atrelado ao atingimento de cenários de faturamento pré-definidos.

O direcionamento estratégico é claro: centralizar a gestão para garantir eficiência, profissionalizar o controle financeiro para impedir retiradas não autorizadas e alinhar toda a remuneração ao desempenho real da empresa. A implementação deste novo modelo é vista como crítica para reverter o cenário atual, exigindo uma conversa definitiva para formalizar a saída de Arthur da operação diária e da folha de pagamento fixa, mitigando o risco de colapso financeiro.

📌 3. TÓPICOS DISCUTIDOS E DECISÕES

Redefinição da Estrutura de Gestão e Remuneração

  1. Discussão: A estrutura atual com o sócio Arthur é insustentável. Ele não age como dono, tem postura reativa, não gera resultados comerciais e realiza retiradas financeiras sem autorização, comprometendo o fluxo de caixa. A necessidade de uma gestão profissional e centralizada foi o ponto focal.
  2. Decisão: Uma nova gestora ("Arena") assumirá a gestão consolidada das operações. O modelo de remuneração dela será híbrido: R$ 3.000,00 de salário fixo + 7% de participação sobre o lucro líquido + bônus de performance (R$ 500, R$ 1.000 e R$ 2.000) atrelado a metas de faturamento.

Reestruturação do Papel do Sócio Arthur

  1. Discussão: A performance e a mentalidade de Arthur são os principais gargalos da operação. Ele se recusa a executar atividades comerciais essenciais (visitar colégios) e foca apenas em receber um salário fixo, independentemente dos resultados da empresa. Foi identificado que ele continuará a ser um obstáculo se mantido na posição atual.
  2. Decisão: Arthur será removido da folha de pagamento fixa de R$ 4.000. Sua remuneração passará a ser 100% variável, baseada em comissões sobre os resultados que ele gerar diretamente (ex: novos alunos). O objetivo é forçar o alinhamento com a performance ou sua saída natural da operação.

Análise de Cenários Financeiros

  1. Discussão: Foram simulados diferentes cenários de lucratividade baseados no número de alunos (pontos de equilíbrio e metas). O modelo atual, com os custos fixos de Arthur, torna a operação inviável. A nova estrutura, mesmo com a remuneração variável da gestora, apresenta um caminho para a lucratividade, com o negócio sobrando R$ 53 mil e R$ 96 mil nos cenários otimistas.
  2. Risco Relevante: O risco de Arthur, mesmo sem cargo, continuar a realizar retiradas como sócio foi levantado, indicando a necessidade de um bloqueio sistêmico do seu acesso às contas e uma conversa final e assertiva sobre sua posição.