Estrutura de custos, assiduidade e recrutamento de marmoristas

O encontro abordou pressão operacional por falta de marmoristas qualificados, absenteísmo e atrasos, além da demanda por “assiduidade” em folha. Objetivou-se alinhar diretrizes de premiação/assiduidade, validar impactos financeiros (CMV, markup, resultado) e definir um plano de recrutamento para reduzir dependência de colaboradores de baixo desempenho. Também foram debatidos controle de qualidade e mitigação de retrabalho.

Ficou confirmado que a empresa não paga assiduidade atualmente. Discutiu-se um modelo de bônus não obrigatório com regras objetivas de elegibilidade, combinando assiduidade mensal e premiação por desempenho condicionada a pontualidade, ausência de faltas e gatilhos de faturamento. Entretanto, decidiu-se suspender a implementação da bonificação até validação financeira com dados reais de pelo menos um mês.

Definiu-se iniciar imediatamente recrutamento de dois marmoristas e avançar na contratação estratégica de um profissional polivalente para manutenção/supervisão e conferência de peças, condicionado à análise de perfil e capacidade financeira. Para reduzir retrabalho, será criado descritivo de função focado em conferência e expedição.

No financeiro, há sinal de margem saudável com CMV aproximado de R$ 40 mil para faturamento de R$ 190 mil/mês e markup médio citado em torno de 4, acima do setor. Ainda assim, foi ressaltada a sensibilidade do resultado: se o CMV se aproximar da média setorial, pode comprometer despesas adicionais e obrigações como financiamento de R$ 30 mil. Direcionamento final: validar CMV/markup com dados reais, estruturar política de assiduidade com contrapartidas, acelerar recrutamento e fortalecer controle de qualidade.

Tópicos discutidos e decisões

[Assiduidade e premiação]

  1. Síntese: benefício não obrigatório; proposta com regras objetivas (pontualidade, tolerância até 15 min/mês, sem faltas injustificadas) e bonificação por desempenho/faturamento.
  2. Dados/Riscos: teto somado próximo de R$ 800/mês por colaborador; risco de pressão coletiva e criação de mau hábito de buscar horas extras.
  3. Decisão: adiar implementação até validação financeira do mês; avançar desenho da política condicionada a aprovação interna.

[Falta de mão de obra e disciplina]

  1. Síntese: escassez de marmoristas qualificados, atrasos e faltas recorrentes gerando horas extras e empreitadas.
  2. Dados/Riscos: dependência de colaboradores com baixa aderência; risco de “rádio peão”.
  3. Decisão: iniciar recrutamento contínuo e terceirização via parceira (Mariana/Gestor) para 2 vagas prioritárias; conversar individualmente com casos de atraso/falta.

[Operação, qualidade e retrabalho]

  1. Síntese: retrabalho supera valor das vendas em casos críticos; necessidade de conferência rigorosa antes da expedição.
  2. Dados: exemplo de peça vendida por R$ 100 gerando prejuízo de R$ 300; candidato polivalente consertou poliborda por iniciativa.
  3. Decisão: criar descritivo de função para conferência/expedição; avançar com análise de perfil (CHA) e integração do candidato a manutenção/supervisão, condicionado à saúde financeira.

[Precificação, CMV e sensibilidade]

  1. Síntese: markup citado em torno de 4; exemplos de vendas com alto markup (custo R$ 200 vendido por R$ 2.500; custo R$ 12.000 vendido por R$ 24.000).
  2. Dados/Riscos: CMV ~R$ 40 mil para faturamento ~R$ 190 mil/mês; variação para patamar setorial (≈33%) pode reduzir margem e inviabilizar novas despesas e parcela de R$ 30 mil.
  3. Decisão: consolidar dados financeiros de um mês para validar markup e resultado; simular cenários de preço e conversão.